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Siderúrgicas investem milhões PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Seg, 27 de Julho de 2009 20:45

Produto de alto valor agregado e de demanda crescente, a chapa grossa tem atraído a atenção dos novos e antigos investidores , tanto para a construção de novas linhas de produção como para projetos de pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, que poderão permitir usos especiais, como nas futuras plataformas de petróleo nas áreas do pré-sal.

O produto, que no primeiro trimestre era negociado a cerca de US$ 1,2 mil por tonelada (acima dos US$ 1 mil de uma bobina a frio), é utilizado na fabricação de tubos com costura, navios, máquinas agrícolas e bens de capital, portanto investimentos do setor agroindustrial, especialmente no segmento de açúcar e álcool, e de petróleo e gás natural tem elevado o consumo. Segundo estimativas de mercado, somente a construção de novos navios e dutos para atender o setor de petróleo e gás demandarão pelo menos cerca de 8 mil toneladas de chapas grossas, considerando somente os investimentos previstos até 2013.

A Usiminas, principal fabricante de chapas grossas da América do Sul deve investir US$ 500 milhões para ampliar em 500 mil toneladas sua capacidade de fabricação do produto na unidade de Intendente Câmara, em Ipatinga (MG). A expansão deve entrar em operação a partir do segundo semestre de 2010. Atualmente o Sistema Usiminas, que inclui também a Cosipa, localizada em Cubatão (SP), produz 2 milhões de toneladas anuais. Em recente entrevista à imprensa, o presidente da companhia, Marco Antônio Castello Branco, afirmou que também a unidade paulista da siderúrgica pode passar por expansão semelhante. "Vamos nos defender e garantir fornecimento para nossos clientes", disse.

A nova linha contará com uma tecnologia de resfriamento acelerado. "Esse processo dá ao aço maior resistência à corrosão e abrasão e pode ser utilizado especialmente em tubulação offshore", disse Nelson Martins Guimarães, superintendente de vendas industriais da Usiminas. Além disso, o centro de pesquisa da companhia já está realizando os primeiros estudos para o desenvolvimento de novas tecnologias que permitam a utilização nas plataformas a serem construídas nas regiões do pré-sal, muito embora ainda não se tenham as determinações específicas para o aço a ser utilizado nas futuras construções.

De acordo com o executivo, a tecnologia mais avançada será o diferencial da Usiminas quando entrarem em operação as unidades industriais dos novos competidores. "O que vai acontecer é que novos players vão entrar em um mercado demandado, mas o nosso diferencial teconológico é grande e temos clientes que querem alto valor agregado, qualidade com maior resistência", disse.

A Gerdau anunciou no final do ano passado sua intenção de entrar no segmento de chapas grossas, produto plano, portanto que não faz parte da área de atuação tradicional da companhia, que sempre produziu aços longos. A empresa investirá US$ 400 milhões na nova linha, que será construída na unidade da Gerdau Açominas. O projeto prevê a instalação de um laminador de chapas grossas com capacidade para produzir 870 mil toneladas por ano e entrará em operação em 2010.

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) também informou, no ano passado, que estudava entrar no segmento. A idéia era ir adiante na cadeia de valor, já que a companhia já atua na produção de aços planos, e aproveita o crescimento da demanda, também como forma de diversificar as operações, entrando em mercados em que não atuava. A definição final do investimento, entretanto não foi anunciada.

No ano passado, o mercado de chapas grossas apresentou crescimento de aproximadamente 40% e a Usiminas reduziu as exportações do produto, para 21% do total - ante 27% em 2006 - "somente para atender alguns clientes mais antigos", e precisou até importar 150 mil toneladas do produto, para atender a demanda nacional. Segundo Guimarães, este ano não foi necessário comprar no exterior para atender a demanda, mas o executivo assegurou que o mercado segue aquecido. "Em outubro devemos entregar um lote de 12 mil toneladas para a Transpetro", informou.

Última atualização em Sáb, 15 de Agosto de 2009 16:59
 
Brasil e Paraguai assinam acordo sobre Itaipu PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
Seg, 27 de Julho de 2009 13:42

Depois de quase um ano de negociações, o Brasil e o Paraguai definiram as bases de um acordo sobre a Hidrelétrica Binacional de Itaipu. Em um documento chamado Construindo uma nova etapa na relação bilateral, o Brasil concorda em triplicar a taxa anual de US$ 120 milhões que paga pela cessão da energia não utilizada pelo Paraguai.

O governo brasileiro também aceita que o vizinho e parceiro do Mercosul venda energia diretamente no mercado brasileiro, sem passar pela Eletrobrás, e renova as ofertas de criação de um fundo de desenvolvimento para projetos de integração industrial produtiva e de facilitação de financiamento para obras de infraestrutura no Paraguai. Nada, porém, tem data para entrar em vigor.

Na prática, o Brasil não cedeu em pontos centrais das exigências paraguaias: o aumento da tarifa que paga pela energia que o Paraguai não utiliza e a possibilidade de o vizinho vender a energia que não usa para terceiros países. Com relação ao primeiro ponto, o Brasil concordou em aumentar de US$ 120 milhões para US$ 360 milhões a taxa anual de cessão; o Paraguai queria US$ 800 milhões. Hoje, o país paga US$ 43,8 dólares o megawatt/hora mais US$ 3,17 pela cessão. Essa taxa passará para US$ 9,51.

O aumento ainda será submetido aos Congressos dos dois países e, caso aprovado, não deve refletir na elevação do preço da energia no Brasil.

Com relação a demanda de livre disponibilidade dos 50% da energia produzida por Itaipu a que o Paraguai tem direito, os dois países chegaram a um meio termo: criaram um grupo de trabalho para discutir se essa energia poderia ser vendida diretamente pela Agência Nacional de Energia do Paraguai (Ande, equivalente Eletrobrás), às distribuidoras no mercado brasileiro. O resultado deve ser apresentado aos presidentes em três meses para depois ser submetido aos parlamentos de cada país. Também deve ser analisada a viabilidade de que tanto o Brasil quanto o Paraguai possam vender energia a terceiros países a partir de 2023.

O Paraguai, por sua vez, informou ao Brasil que sua Controladoria está auditando a dívida que o país tem com a Eletrobrás e o Tesouro brasileiro pela construção de Itaipu. O resultado será apresentado ao governo brasileiro. Ainda ficou acertado que a hidrelétrica arcará com os custos da modernizaçãode uma linha de transmissão entre Itaipu e Villa Hayes, ampliando a capacidade para 500 kv, o que permitirá que o Paraguai disponha de mais energia. Essa linha não será repassada ao Paraguai sem custo.

Última atualização em Sáb, 15 de Agosto de 2009 16:41